O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, voltou a lembrar, no debate quinzenal, que um caminho que não seja de equilíbrio onera a fatura aos portugueses.

Passos Coelho: «Os nossos sacrifícios começam a valer a pena»

«Temos um elevado stock de dívida que é um encargo para os próximos anos. Sempre que quisermos pagar menos temos de o reduzir. Hoje a nossa dívida é sustentável e compaginável com a nossa pertença ao Euro», explicou o governante.

Para Passos, para manter uma dívida sustentável é necessário garantir que os compromissos portugueses serão saldados e atuar sobre as variáveis «que estão na nossa mão para garantir que o financiamento se possa concretizar em cada vez melhores condições».

Além de sublinhar a necessidade de «prudência orçamental», o PM disse «que não há razão para ser austeridade-dependente, «o caminho que fizemos até hoje garante que estamos a aproximarmo-nos cada vez mais depressa de um caminho de equilíbrio. Vamos fazer o que não foi feito na segunda metade da década de 90, em que a economia cresceu e o Estado aumentou a despesa», defendeu.

Passos Coelho voltou também a falar do salário mínimo, sublinhando que seria possível mexer no valor caso a troika aceitasse, desde que o racional fosse que a economia estivesse a crescer e o desemprego a cair. «É por essa razão que vamos encetar o debate em sede de concertação social», concluiu.