O primeiro-ministro português reiterou esta sexta-feira a convicção de que Portugal vai ter um défice das contas públicas inferior a 3% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano, sem necessidade de adotar mais medidas.


"Nós estamos convencidos, volto a dizê-lo, de que não necessitaremos de outras medidas para alcançar um défice em 2015 claramente abaixo de 3%". 


Declarações de Pedro Passos Coelho aos jornalistas, à margem de uma conferência no ISCTE, em Lisboa.

Questionado se o défice ficará em 2,7%, respondeu: "É a meta que o Governo estabeleceu, é 2,7%, portanto, claramente abaixo de 3%".

O primeiro-ministro falava depois de questionado sobre o facto de a Comissão Europeia considerar que não está assegurada a correção do défice excessivo por parte de Portugal, ou seja, um défice abaixo de 3% este ano, e recomendar a adoção de mais medidas de consolidação orçamental.

"Há aqui uma espécie de eco, não é? Nós às vezes demoramos muito tempo a discutir sempre as mesmas coisas, os mesmos factos", reagiu Passos Coelho, referindo que isso "não é um facto novo", mas uma posição da Comissão Europeia conhecida há cerca de um mês.

"Estamos a falar da mesma opinião, que foi agora incluída num relatório que foi apresentado, mas estamos a falar das mesmas coisas. E eu gostaria que, de preferência, não estivéssemos meses consecutivos a relatar as mesmas coisas", acrescentou, de acordo com a Lusa.

Depois, o primeiro-ministro reafirmou que "a Comissão Europeia tem uma perspetiva diferente da do Governo português" sobre o défice deste ano.

Contudo, no seu entender, "já teve uma perspetiva pior, muito pior", e "tem vindo nas suas previsões a caminhar, a convergir" com a perspetiva do executivo PSD/CDS-PP.