«As declarações proferidas pelo Governo em público partiram das garantias dadas pelo BdP relativamente à atuação que teve no sentido de preservar e salvaguardar o BES dos potenciais riscos de contágio da esfera não financeira do Grupo» Espírito Santo (GES), escreveu o governante nas respostas por escrito enviadas esta segunda-feira à comissão parlamentar de inquérito ao caso BES/GES.








«E certamente não tive qualquer envolvimento na matéria», assinalou.


«Não disponho de informação relevante sobre esta matéria envolvendo a atuação dos supervisores. Deverá a questão ser colocada com mais propriedade ao BdP. É apenas do meu conhecimento que, a respeito das ligações entre o BES e o BESA [BES Angola], o senhor governador do BdP terá acompanhado a situação com o seu homólogo angolano», frisou.






«Não havia informação a prestar sobre a situação do GES/BES. O Governo notificou, nos termos legais aplicáveis, a Comissão Europeia do empréstimo concedido ao Fundo de Resolução para efeitos de avaliação de auxílios de Estado», informou.


«Nunca realizei qualquer contacto junto das autoridades angolanas visando apurar matéria relativa a garantias soberanas. Esta era uma matéria da esfera do BdP e terá sido objeto de contactos entre o Banco de Angola e o BdP, segundo informação veiculada pelo senhor governador do BdP», concluiu.