O presidente do PSD e primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, criticou esta quarta-feira o PS por ter proposto que o défice de 2014 possa atingir «pelo menos 5%» e, sem indicar nenhuma meta, defendeu que é preciso rigor.

«[Os autores dessa afirmação são] exatamente os mesmos que nos acusam de não cumprir as metas e de, portanto, estarmos a fragilizar o país por a dívida ainda estar a aumentar em vez de estar a diminuir com o excesso de despesa - os mesmos, é uma coisa extraordinária», afirmou o governante, em Barcelos, numa alusão ao PS.

Sem mencionar um valor para a meta do défice de 2014 em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), Passos Coelho acrescentou que o «grande objetivo é o de prosseguir neste rumo traçado de controlar as contas públicas, gastar de acordo com as possibilidades do país».

O chefe do executivo PSD/CDS-PP elogiou «o exemplo de muitas câmaras municipais que ao longo destes dois anos deram um contributo líquido positivo para a redução da dívida» e perguntou: «Se as câmaras municipais podem dar esse contributo, por que não o pode dar a Administração Central?»

«Nós temos de ser mais ambiciosos, e eu acredito que, se mantivermos a nossa determinação, um dia nos lembraremos de que passámos tempos difíceis, mas virámos a página e passámos para um patamar diferente em que o crescimento da nossa economia pode gerar confiança e emprego. Mas isso dever-se-á a quem tem a coragem de tomar as medidas que são difíceis, e não àqueles que estão sempre a pedir facilitismo e falta de rigor», concluiu.