O primeiro-ministro rejeitou hoje que haja qualquer pressa em vender o Novo Banco, mas advertiu que quanto mais tempo demorar a fazê-lo, mais prejudicado será o sistema financeiro.

«Não há nenhuma pressa em vender o banco, não é disso que se trata. Mas, quanto mais tempo decorrer, mais provável se torna a possibilidade de haver um diferencial entre o valor da capitalização e o resultado da venda», acentuou Pedro Passos Coelho.

O chefe do executivo falava no Porto, à margem da celebração dos 25 anos da Fundação de Serralves, quando questionado sobre a missão da nova administração do Novo Banco em vender a instituição.

«Não tendo um acionista de referência, uma marca que possa defender, evidentemente que quanto mais tempo passar mais riscos poderão ser enfrentados», reforçou.

Passos Coelho explicou que está em causa a estabilidade do sistema financeiro, que terá que suportar a diferença entre o valor da venda do banco e o custo da capitalização de que aquele foi alvo.

Alias, a preocupação do primeiro-ministro é a consequência desse referencial para o sistema financeiro.

«Espero que a nova administração possa realizar um trabalho que é importante para a estabilidade do sistema financeiro que, junto do fundo de resolução, é quem suportará os custos de capitalização do banco e a diferença que resultar entre o valor da capitalização e o resultado da venda», disse.

«Se esse resultado ficar aquém da capitalização que foi feita pelo fundo de resolução, isso representará, evidentemente, importará num prejuízo que terá de ser suportado pelo sistema financeiro. Se for ao contrário tanto melhor», concluiu.