Pedro Passos Coelho admitiu esta quarta-feira que Portugal ainda tem de percorrer um caminho «muito estreito» de disciplina orçamental durante vários anos, «para além do mandato deste Governo». «Para que a nossa economia progrida

o Estado tem de gastar menos, não pode ser demagógico nem andar em propaganda», acrescentou, respondendo ao líder do PS, António José Seguro, que acusou o Governo de estar a fazer propaganda aso escolher os números que mais favorecem a sua política,

No debate quinzenal no Parlamento, o PM admitiu ainda que será difícil fazer os orçamentos do Estado para 2015 e 2016, mas diz acreditar que «está ao nosso alcance».

E acrescentou: «Ontem os juros da dívida pública a 10 anos esteve praticamente ao nível de quando o governo PS apresentou o primeiro PEC. Estamos a reverter um processo de má memória», atirou.

Passos Coelho adiantou que Portugal foi pioneiro na estratégia da reindustrialização, que está a acontecer um pouco por toda a Europa.«Queremos atingir o objetivo de até ao final da legislatura as exportações possam pesar até 45% do PIB e em 2020 representar cerca de 52%. Sem isso não haverá uma transformação estrutural e duradoura da economia», sublinhou.

O primeiro-ministro admitiu ainda que se os números continuares a ser positivos, será possível rever em alta a perspetiva der crescimento para 2014.