“Em períodos de maior perturbação ainda é mais importante mostrar a nossa determinação em ter boas contas e aliviar a pressão sobre os portugueses. Essa é a razão pela qual fazemos questão de ter um défice abaixo dos 3%.”

Numa altura em que a situação da Grécia está a contagiar negativamente as bolsas um pouco por toda a Europa, o primeiro-ministro voltou a reiterar que, caso seja necessário, o país tem reservas suficientes para enfrentar uma maior perturbação e esperar por uma resposta "mais robusta" da Zona Euro.

“Temos reservas suficientes para passar por este período de maior perturbação nos mercados financeiros e temos o suficiente portanto para esperar que uma resposta mais robusta da área do euro possa vir a acontecer em defesa do euro, se isso for necessário.”

"Já percebemos que até por causa disso [da situação da Grécia] devemos adotar decisões até ao final do ano que mostrem a vontade de fortalecer o euro e de trazer uma união bancária e financeira, que coloque todas as empresas em melhor condição de não serem prejudicadas pela sua geografia."

Declarações do primeiro-ministro em Viseu, no dia em que os juros da dívida de Portugal sobem a dois, cinco e dez anos, alinhados com os da Irlanda, Itália e Espanha, fortemente pressionados pela crise na Grécia.

Também esta terça-feira, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, terá proposto ao primeiro-ministro grego um acordo de última hora. De acordo com várias fontes comunitárias, os credores aceitam "fechar" este acordo se Atenas se comprometer a aceitar a última proposta e em fazer campanha pelo "sim" no referendo.