O secretário de Estado do Orçamento, Hélder Reis, afirmou esta sexta-feira, no parlamento, que não consegue quantificar o custo da chamada «política orçamental de prudência», considerando que não vê que «o caminho [do ajustamento] em si pudesse ser outro».

O deputado socialista João Galamba perguntou ao governante, que está a ser ouvido na comissão parlamentar de Orçamento, Finanças e Administração Pública, sobre a «estimativa de custos da almofada financeira criada por este Governo», estimando que ela tem «um custo anual próximo dos 500 milhões de euros».

Para João Galamba, «a política orçamental de prudência» seguida pelo Governo é «excessiva», até porque o Governo «já usou parte dessa almofada financeira» para amortizar dívida que vencia em outubro deste ano e e em outubro de 2015.

Na resposta, o secretário de Estado Hélder Reis disse que não conseguia fazer esse cálculo, como também não conseguia estimar o benefício decorrente do caminho de «prudência» seguido.

«Não sei responder relativamente ao custo, porque não vejo só a parte do custo, temos de ver também o benefício que isto tem e ele não é mensurável. Falamos como se houvesse um caminho alternativo ao que está a ser seguido. Dá a sensação de que o contrafactual era um mundo de rosas maravilhoso que sinceramente não me parece que possa existir», disse Hélder Reis.

«Não vejo que o caminho em si pudesse ser seguido de outra forma», afirmou o secretário de Estado, reconhecendo, no entanto, que «uma ou outra medida» do ajustamento orçamental pode ser questionada.