O Parlamento Europeu aprovou a criação de uma comissão de inquérito sobre as revelações dos Papéis do Panamá.

O objetivo é investigar alegadas contraordenações ou má administração que possam ter sido cometidas pela Comissão ou pelos 28 Estados-Membros que a compõem, na aplicação das regras europeias relacionadas com o branqueamento de capitais, omissão e evasão fiscais.

Integrarão a dita comissão de inquérito 65 eurodeputados e o plano é que apresentem um relatório dentro de 12 meses.

Em comunicado, o Parlamento Europeu dá ainda conta de que a lista dos eurodeputados que vão integrar a nova comissão de inquérito será aprovada na próxima sessão plenária, a realizar nos dias 22 e 23 de junho, em Bruxelas.

A proposta de criação de uma comissão de inquérito sobre os Papéis do Panamá foi apresentada pela Conferência dos Presidentes do Parlamento Europeu, que inclui o presidente do PE e líderes dos grupos políticos, no dia 2 de junho.

A base de dados dos Papéis do Panamá está online desde 9 de maio, é pesquisável por qualquer pessoa, exibe mais de 300.000 entidades offshore presentes nos Papeis do Panamá e na investigação previamente realizada também pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação a empresas offshore, a Offshore Leaks. Deste acervo não constam, contudo, documentos em bruto, como trocas de e-mails ou registros de transações bancárias.

A TVI e o Expresso são parceiros desta investigação internacional do Consórcio Internacional de Jornalistas de investigação. 

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