Cerca de 4,3 mil milhões de pessoas não têm acesso à Internet, mais do que os três mil milhões que utilizam regularmente a rede mundial, segundo um relatório de uma agência das Nações Unidas divulgado esta segunda-feira, noticia a Lusa.

Apesar do claro aumento da utilização da Internet, estimado em 6,6% para este ano em todo o mundo, as tecnologias de informação não chegam a milhares de milhões, 90% dos quais vivem em países em desenvolvimento, segundo o relatório anual da União Internacional de Telecomunicações (UIT).

Os excluídos estão principalmente em zonas rurais de países em desenvolvimento, mesmo tratando-se de zonas que nos últimos cinco anos duplicaram o número de utilizadores.

Em 2014, segundo o documento, 44% dos lares do mundo tinham acesso à internet, acima dos 40% registados em 2013 e dos 30% em 2010.

Mas a distribuição é desigual: Nos países desenvolvidos, 78% dos lares têm acesso à rede, nos países de rendimentos médios e baixos são apenas 31% e nos países mais pobres 5%.

«É errado pensar que todo o mundo está conectado», escrevem no relatório os analistas da UIT.

O relatório aponta por outro lado o aumento do fosso de conectividade entre zonas urbanas e rurais, não apenas nos países em desenvolvimento, como também em alguns dos países mais ricos.

Em países como o Japão ou a Coreia do Sul, a diferença de penetração da Internet nos lares urbanos é 4% superior à das áreas rurais, uma diferença que pode chegar aos 35% em países como a Colômbia ou Marrocos.

Segundo o ranking da UIT, a Dinamarca é o país com mais alto nível de desenvolvimento de tecnologias de informação, em termos de acesso, utilização e conhecimento.

Os países que fazem parte do top 10

Nos dez primeiros lugares estão Coreia do Sul, Suécia, Islândia, Reino Unido, Noruega, Holanda, Finlândia, Hong Kong e Luxemburgo.

Portugal surge na 43.ª posição, quatro lugares abaixo de há um ano, quando ocupava o 39.º, tendo sido ultrapassado por países como a Rússia, a Lituânia, a Bielorrússia, o Qatar e os Emirados Árabes Unidos.