A Comissão Europeia espera a entrega do anteprojeto de Orçamento de Estado (OE) para comentar o défice orçamental, que, segundo contas da UTAO, poderá ter sido de 4,9% do PIB no 1.º semestre do ano.

“Avaliamos a situação portuguesa à luz do Pacto de Estabilidade e Crescimento e faremos outras considerações quando for apresentado a anteprojeto de OE para 2016”, afirmou Annika Breidthardt, porta-voz da CE para os assuntos financeiros.

A mesma fonte recordou uma recomendação anterior sobre a necessidade de corrigir o défice excessivo.

Numa nota divulgada terça-feira sobre a execução orçamental até julho, a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) estimou que o défice orçamental possa ter ficado nos 4,9% do PIB no primeiro semestre deste ano.

Este desempenho, segundo a nota da UTAO a que a Agência Lusa teve acesso, "evidencia riscos" para o cumprimento da meta anual, de 2,7%

Em contabilidade nacional (a que conta para Bruxelas), "o défice das administrações públicas se tenha situado entre os 4,4% e os 5,4% do PIB [Produto Interno Bruto] no primeiro semestre de 2015", ascendendo o valor central da estimativa a um défice de 4,9% do PIB.

Para os técnicos independentes que apoiam o parlamento, esta evolução do défice orçamental "evidencia riscos para o cumprimento do objetivo definido para o conjunto do ano (2,7% do PIB ou 2,8% em termos ajustados)".