A TVI sabe que o Ministério das Finanças chegou a ter uma versão preliminar do Orçamento Retificativo que previa mil milhões de euros de fundos públicos para o novo banco. Só em cima da hora do Conselho de Ministros, é que essa parcela foi retirada do documento.

Apesar desta versão preliminar não ter sido aprovada, o documento foi redigido no Ministério das Finanças e previa mais dinheiro dos contribuintes para ajudar a banca. 

Além dos três mil milhões de euros que acabaram por ser aprovados para o Banif, o documento continha mais uma parcela de mil milhões de euros, destinados a capitalizar o Novo Banco. Ao que a TVI apurou, a versão que chegou à reunião do Conselho de Ministros foi a corrigida. Apenas ficou a parcela destinada ao Banif.

Fonte contactada pela TVI disse que o erro terá sido dos serviços do Ministério das Finanças. E já na Presidência do Conselho de Ministros, antes da reunião, o erro foi detetado e a parcela respeitante ao Novo Banco caiu.

Certo é que o Ministro das Finanças, no Parlamento, na sessão que aprovou o Orçamento Retificativo, garantia que este Governo não está disponível a financiar mais nenhum banco.

No entanto, os mil milhões que constavam da primeira versão do Orçamento Retificativo são consistentes com as necessidades de capital do Novo Banco. Os testes de stress - conhecidos em novembro - davam conta que seriam precisos 1400 milhões de euros, mas com a venda da seguradora GNB Vida - que pode garantir 400 milhões - ficam, de facto, a faltar mil milhões de euros para capitalizar a instituição bancária.