O Governo esgotou com o segundo orçamento retificativo praticamente todo o valor da margem para despesa imprevistas, deixando os 507,1 milhões de euros da dotação provisional em apenas 20 milhões de euros, indica a UTAO.

De acordo com uma análise à execução orçamental até setembro, a Unidade Técnica de Apoio Orçamental que trabalha junto dos deputados da Assembleia da República, a dotação que é usada para cobrir estas despesas imprevistas foi esgotada neste segundo orçamento retificativo, em grande parte para compensar aumentos de despesa na administração central.

O Governo já tinha esgotado a reserva orçamental na primeira alteração que fez ao Orçamento do Estado para 2013, a meio do ano, e agora deixa a dotação provisional no limite para compensar mais desvios.

A UTAO, apesar de não fazer previsões sobre o cumprimento da meta do défice, alerta para a necessidade do Governo ter de conseguir os 700 milhões de euros que previa com o perdão fiscal.

No entanto, o Governo já veio rever este valor para 500 milhões de euros de receita, deixando assim mais 200 milhões de euros de diferença.