A Ongoing, acionista da PT SGPS, afirmou não conhecer «melhor alternativa» à proposta de compra da PT SGPS pela Altice. A afirmação foi feita pelo vice-presidente, Rafael Mora, esta quinta-feira, em entrevista à agência financeira Bloomberg.

«Não conheço, nesta altura, uma melhor alternativa do que aquela que está na mesa», garantiu Rafael Mora. E acrescentou: «estou aberto a outras alternativas que tragam valor para a empresa, mas não as que venham a gerar litigação», por isso votarão a favor da proposta.

A decisão de venda da PT SGPS ao grupo francês Altice será tomada já dia 12, numa Assembleia-Geral (AG) de acionistas.

A Ongoing possui 10% da PT SGPS, que, neste momento, detém a dívida de quase 900 milhões de euros da Rioforte e uma participação de 39,73% na brasileira Oi.

Por sua vez, a Oi, que também é acionista da PT SGPS com 10%, está a vender a PT Portugal. A empresa brasileira passou a controlar os ativos, de acordo com o processo de combinação de negócios com a empresa portuguesa, depois da compra em Maio de 2014.

Depois da combinação de negócios estar finalizada, os acionistas da Portugal Telecom terão 25,58% de posição da nova entidade, a CorpCo. Na próxima segunda-feira, dia 12, os investidores votarão para decidirem a compra, ou não, por parte da multinacional Altice. A 30 de novembro do ano passado a proposta estava em 7400 milhões de euros.

No entanto, Jorge Félix, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Grupo PT (STPT), adiantou à Lusa que vão pedir suspensão e adiamento da Assembleia Geral de acionistas. Adicionou, ainda que, no encontro com a CMVM na próxima sexta-feira, vão pedir ao regulador para «sensibilizar a administração» da PT SGPS e o presidente da AG a adiar a reunião magna.

No cerne da questão está o relatório feito pela consultora PricewaterhouseCoopers (PwC). O sindicato afirma «não ter sido divulgado atempadamente», já que « está na CMVM, mas não é do conhecimento público» e esse documento «tem importância para decisão dos acionistas.» Para além de que, o acordo para a união entre a PT SGPS e a Oi não presumia a venda da PT, acrescentou.