O comissário europeu para os Assuntos Financeiros e Monetários, Olli Rehn, disse esta quarta-feira ser demasiado cedo para estimar quanto vai a Grécia precisar para colmatar o 'buraco' financeiro, num resgate que ascende já a 240 mil milhões de euros.

Os credores internacionais terão ainda que analisar profundamente as contas da Grécia para determinar se é correta a necessidade de um financiamento extra de 10 mil milhões de euros, anunciado na semana passada pelo ministro grego das Finanças, Yannis Stournaras.

«É prematuro avançar com qualquer número», afirmou Olli Rehn numa entrevista em Bruxelas, citada pela Bloomberg. «A troika - União Europeia, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional - fará o seu trabalho e analisará o eventual 'buraco' financeiro e nós, dentro do que são os procedimentos normais, apresentaremos possivelmente uma proposta no outono», afirmou.

A Europa terá que gerir duas datas em relação à Grécia. No final do ano, terá que ser tomada uma decisão em relação a um 'buraco' estimado em 4,4 mil milhões de euros pelo FMI em julho.

Os credores terão que colmatar essa insuficiência porque o Fundo faz questão de receber uma garantia a 12 meses relativa ao financiamento do país, como condição para continuar a ceder crédito a Atenas.

Numa segunda data, algures no próximo ano, a Comissão Europeia terá que decidir sobre eventuais «novas medidas de assistência» prometidas pelos credores europeus em novembro de 2012.