Portugal é dos países da União Europeia em que as empresas menos promovem a formação profissional contínua dos seus trabalhadores, situando-se no 23º lugar entre 27 países ordenados pelo Observatório Federal das Estatísticas (OFS) suíço.

«Os números não relevam unicamente da formação dos jovens, mas de todos os empregados de qualquer idade nas empresas», disse à Agência Lusa Brice Quiquerez, técnico no OFS.

No estudo do OFS, conclui-se que 65 por cento das empresas das empresas portuguesas oferecem atividades de formação profissional contínua aos seus empregados.

A Suécia, Áustria e Suíça ocupam os três primeiros lugares desta classificação.

A formação profissional contínua consiste em todo tipo de formação com cursos, seminários ou formação em contexto real. Esta deve ser financiada em parte ou apoiada pelo patrão e deve comportar um plano de estudo e objetivos de aprendizagem.

Os resultados constam de um estudo conduzido pela primeira vez em Suíça pelo OFS e refletem o ano 2011, enquanto as comparações internacionais correspondem as resultados de 2010.

Das empresas suíças, 83 por cento declaram apoiar pelo menos uma atividade de formação continua. Mas as percentagens variam segundo o tamanho da empresa e do setor.

Assim, sociedades com mais de 250 colaboradores contabilizam 98% de apoio à formação contra 80% para empresas com menos de 50 empregados, de acordo com dados de 2011.

Os setores da administração pública, ensino, saúde e ação social contabilizam 96%, à frente da finança e dos seguros, com 95%. Os setores do comércio, transportes, hotelaria e restauração obtêm 75%, uma das taxas mais baixas.