Cerca de 91 mil beneficiários do subsídio de desemprego deixam de ter, a partir de janeiro, o corte de 10% que estava a ser aplicado após seis meses de atribuição, disse fonte do Ministério do Trabalho à agência Lusa.

O número de beneficiários abrangidos pelo fim do corte de 10% no subsídio de desemprego será de 91.000 no mês de janeiro”, revelou a fonte oficial do ministério de Vieira da Silva.

O fim do corte, proposto pelo PCP e pelo Bloco de Esquerda e aprovado durante o debate da especialidade do Orçamento do Estado para 2018, terá uma despesa de cerca de 40 milhões de euros, revelou o Ministério.

A mesma fonte garante que “o processamento do pagamento do subsídio de desemprego no mês de janeiro já será feito sem o corte dos 10%”.

O corte, que é aplicado após seis meses a receber subsídio de desemprego, foi introduzido pelo anterior Governo, no tempo da ‘troika’.

Em junho deste ano, a medida foi eliminada apenas para os subsídios de valor mais baixo, de forma a garantir que ninguém receberia uma prestação inferior a um Indexante de Apoios Sociais (421,32 euros). Na altura, a decisão abrangeu cerca de 58% dos beneficiários.

Segundo as estatísticas da Segurança Social mais recentes, o número de beneficiários de prestações de desemprego em outubro ascendeu a 180.164 beneficiários, existindo 146.226 pessoas a receber subsídio de desemprego.

O valor médio do subsídio por beneficiário fixou-se em 462,05 euros em outubro, refletindo uma descida de 1% face ao mês homólogo e uma redução de 0,6% face ao mês anterior.