O presidente do Eurogrupo afirmou esta quinta-feira que existem “preocupações graves” com Portugal, ao recordar a última previsão económica de inverno e o facto de o país necessitar do acesso aos mercados.

Em audiência no Parlamento Europeu, em Bruxelas, Jeroen Dijsselbloem, afirmou que “existem preocupações graves”, reportando-se às previsões de Inverno sobre Portugal, que tiveram por base o esboço de Orçamento do Estado para 2016 (OE2016) apresentado a 22 de janeiro, antes das alterações e da aprovação da Comissão Europeia.

“Se olharmos para a última previsão de inverno, também para Portugal, existe uma razão para essa preocupação e como sabem Portugal saiu do programa (de resgate) sem quaisquer garantias em termos de linhas de crédito”, disse Dijsselbloem, para referir ser “crucial” que o país “se mantenha independente do ponto de vista financeiro e isso exige que tenha acesso aos mercados”.

As preocupações surgem no mesmo dia em que o primeiro-ministro esteve reunido com o presidente da Comissão Europeia.  Em Bruxelas, António Costa, considerou que estão criadas “ótimas condições” para o trabalho conjunto a desenvolver, reiterando que estão ultrapassadas as discussões “intensas”  com Bruxelas sobre o oçamento português.

Costa disse que teve um “encontro muito positivo” com Jean-Claude Juncker, no qual discutiram “as perspetivas de trabalho para os próximos meses”.