O Governo vai manter a linha de alta velocidade entre Lisboa e Madrid e também o novo aeroporto internacional de Lisboa, em Alcochete, anunciou o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações. Na verdade, a revisão das obras públicas afecta apenas uma parte de uma nova auto-estrada.

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O anúncio foi feito numa conferência de imprensa, depois de o ministro das Finanças ter avançado, após o Conselho de Ministros, que o executivo pretendia suspender todas as obras públicas que não fossem prioritárias.

No entanto, na conferência que decorreu no Ministério das Obras Públicas, António Mendonça apenas admitiu que a Auto-estrada do Centro, ainda em fase de concurso, «será reavaliada».

O governante adiantou que a ligação entre Coimbra e Viseu, principal objectivo da concessão, será assegurado. De fora ficam, portanto, cerca de 50 km, que ligam a Mealhada a Oliveira de Azeméis.

O ministro considerou que não se trata de uma questão economicista, lembrando que a via será portajada, e que as receitas serão superiores aos custos.

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«Mas é um projecto que, tendo em conta as restrições actuais, será objecto de reavaliação, no sentido de definir o seu próprio objecto e prioridades», disse o ministro.

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De resto, António Mendonça reafirmou «todos os compromissos já assumidos pelo Governo», todas as obras já adjudicadas, lembrando que o Estado é «uma pessoa de bem».

Assim, anunciou, a linha de alta velocidade entre as duas capitais ibéricas vai avançar. O primeiro troço, que liga Poceirão a Caia está já adjudicado, devendo o contrato ser assinado na semana que vem.

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O segundo troço, que liga Lisboa ao Poceirão, ainda não está adjudicado, mas o relatório do júri está já no Ministério de António Mendonça. «Será objecto de avaliação e as decisões sobre essa matéria serão tomadas em tempo oportuno».

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António Mendonça especificou ainda que se mantêm os planos para que a terceira travessia do Tejo seja rodoviária e ferroviária (incluindo alta-velocidade e ferrovia normal).

Também o novo aeroporto é para avançar, mantendo-se os objectivos actualmente definidos. Esta infra-estrutura deverá entrar em operação 2017, e o Governo diz que serão «desencadeados procedimentos para lançar o concurso ainda no verão deste ano»

O ministro considerou que o projecto é «fundamental para desenvolvimento económico do país» e sublinhou que a recente crise lançada na aviação pela nuvem vulcânica «tornou mais premente a existência de um aeroporto que responda necessidades actuais do país».

O ministro reafirmou ainda o compromisso do Governo com outros grandes projectos, como os portos e o saneamento das empresas públicas de transportes.

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