O Governo aprovou esta quarta-feira em Conselho de Ministros a nomeação de António Ferreira Gomes para presidente da Autoridade da Concorrência (AdC) e de Nuno Rocha de Carvalho para vogal do Conselho deste organismo.

No final do Conselho de Ministros, em conferência de imprensa, o ministro da Presidência, Luís Marques Guedes, adiantou que a nova administração da AdC só assumirá funções em meados de setembro e que nesse contexto haverá um desafasamento na substituição de Jaime Andrez, que pertence à equipa liderada por Manuel Sebastião, que terminou o mandato em março.

António Ferreira Gomes exerce funções atualmente na OCDE e é professor auxiliar na Universidade de Aveiro.

Novo presidente vai dinamizar o regulador

O ministro da Economia, António Pires de Lima, diz que o novo presidente da AdC vai dinamizar a entidade e destaca esta nomeação como prova do trabalho já feito na pasta que assumiu há menos de um mês.

Pires de Lima lembrou que António Ferreira Gomes liderou o departamento de concentrações da AdC «com resultados muito apreciados» e que estava atualmente na OCDE como «especialista na área de concorrência».

«É um sinal muito claro que queremos dar de dinamização da Autoridade da Concorrência [AdC] como autoridade fundamental para proteger o interesse dos consumidores, nomeadamente num mercado como o português, que é pequeno e onde muitas vezes a concorrência não é perfeita», afirmou o governante aos jornalistas, após uma visita à Direção Geral do Consumidor, em Lisboa.

«Ao fim de três semanas no cargo, ter anunciado a semana passada o desbloqueamento do fundo Revitalizar (fundamental para reativar a economia ao nível da capitalização das pequenas e médias empresas) e ter resolvido o tema de liderança da Autoridade da Concorrência (que estava pendente desde 25 março) é um sinal de que para nós mais importante do que as proclamações devem falar as ações», afirmou.

«Deixo uma palavra de agradecimento ao professor Manuel Sebastião, que esteve no cargo cinco anos e meio e desde há cinco meses vem desempenhando as funções numa situação que presumo que é de incomodidade porque é de transição», concluiu.