[Atualizada às 14:57]

O presidente do Novo Banco, que assumiu funções na quarta-feira, disse esta quinta-feira aos colaboradores que o mandato da administração é criar valor para a instituição «e não a discussão permanente» sobre o modelo ou data de venda.

«O nosso mandato é claro: estamos aqui para recuperar e criar valor para a nossa instituição e assegurar que voltamos a ocupar a posição de liderança que o mercado nos reconhece, através das competências que nos distinguem: qualidade de serviço e dinâmica comercial, nacional e internacional, sempre apoiadas na eficiência das áreas de suporte. Temos de voltar a captar clientes e a crescer em volume de depósitos e créditos de bom risco», refere Eduardo Stock da Cunha, numa mensagem interna enviada esta manhã aos trabalhadores e à qual a Lusa teve acesso.

«Este é o nosso mandato ¿ e não a discussão permanente sobre o modelo ou a data de venda» do Novo Banco, acrescentou.

«Apesar das questões e dificuldades que todos sabemos existirem, o projeto do Novo Banco assenta na melhor equipa de banca em Portugal. Sei bem do que falo, sobretudo quando, tendo trabalhado na concorrência, me recordo da multiplicidade de clientes e operações perdidas para este banco», afirma Eduardo Stock da Cunha, dirigindo-se em primeiro lugar aos colaboradores da instituição.

«Foi convosco que o banco se tornou líder nos principais segmentos de atividade e uma referência na inovação e qualidade de serviço», apontou, citado pela Lusa.

Eduardo Stock da Cunha agradece ainda a Vítor Bento e à sua equipa «pelo trabalho efetuado na estabilização do banco».

«Aos colaboradores do Novo Banco gostaria de deixar claro, em meu nome e em nome dos restantes membros do Conselho de Administração, que podem contar connosco, que saberemos ouvir, trabalhar em equipa e decidir», refere, adiantando que a nova equipa de gestão conhece os desafios e dificuldades que existem e que «não desaparecerão de um dia para o outro».

No entanto, «sabemos também que 'arregaçar as mangas' e não ficar 'de braços cruzados' é a única forma de assegurar o futuro deste banco e dos seus colaboradores», por isso, «'mãos à obra', que o Novo Banco é essencial para todos nós, para as famílias e empresas do nosso país e para o futuro de Portugal», conclui Eduardo Stock da Cunha na sua mensagem.

O ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares, Luís Marques Guedes, remeteu para a ministra das Finanças as posições do Governo sobre o Novo Banco.

«Eu remeto informações e posições do Governo sobre essas matérias para as declarações que a senhora ministra das Finanças fará», quer seja me palavras dirigidas aos jornalistas quer aos deputados, numa audição já aprovada pela Comissão de Orçamento e Finanças.

Marques Guedes foi questionado na conferência de imprensa que se seguiu à reunião do Conselho de Ministros sobre a carta do presidente do Novo Banco.