O ministro da Economia, António Pires de Lima, afirmou esta quinta-feira acreditar que o processo de privatização da TAP poderá estar concluído no final do primeiro trimestre de 2015 ou no início do segundo trimestre.

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Num encontro com jornalistas, em Lisboa, quando questionado sobre o momento do anúncio da privatização, o ministro afirmou: «São (agora) ainda mais óbvias as razões para privatizar a companhia. Objetivamente, as regras de gestão públicas e as limitações de capital têm condicionado a atividade da TAP e condicionarão ainda mais».

«Temos um mandato claríssimo», acrescentou.

O ministro desafiou ainda os interessados na privatização da empresa a formularem as «suas melhores propostas de compra da companhia aérea», mas lembrou que «não é apenas o critério valor que importa».

«Não podemos dizer que não queremos encaixe financeiro. Aliás, uma das condições de venda é a oferta do ponto de vista de valor».

Pires de Lima explicou ainda que a proposta financeira é o somatório «do encaixe com a venda e da capitalização da companhia», que tem uma dívida de cerca de 1.000 milhões de euros.

O governante reafirmou ainda que existem «mais de três potenciais interessados na TAP, ou seja, pelo menos quatro», escusando-se a comentar o perfil dos mesmos.

«Não vamos fazer um concurso público porque não é apenas o critério valor que importa. Mas é bom que os potenciais interessados na TAP formulem as suas melhores propostas, porque hoje a TAP vale mais do que valia há dois anos», lançou.

Ainda assim, escusou-se a fazer «uma estimativa da valorização da empresa».

O Governo aprovou hoje, em Conselho de Ministros, a reabertura do processo de privatização da TAP, pela alienação das ações representativas de até 66% do capital social da TAP SGPS.