O Grupo Espírito Santo (GES), antes de pedir proteção de credores, tirou, a título de dividendos, 15 milhões de euros da seguradora Tranquilidade. A distribuição de resultados terá sido feita à revelia dos compromissos apresentados aos candidatos à compra da companhia de seguros, segundo o Negócios.

Esta transação elevou a 165 milhões de euros o valor das perdas que a Tranquilidade registou com o colapso do GES. A grande fatia do prejuízo deve-se ao facto de, entre Maio e Junho, a seguradora da família Espírito Santo ter aplicado 135 milhões de euros em papel comercial do Espírito Santo Financial Group (EFSG), que através da Patran controlava a companhia a 100%, e da ESFIL, também detida pelo ESFG. Além disso, a Tranquilidade depositou 15 milhões nas contas da Espírito Santo Internacional (ESI).

A divulgação dos resultados contribuiu para desvalorizar a companhia de seguros, que será vendida à Apollo Global Management por cerca de 50 milhões. Para que o negócio seja fechado, falta apenas que o Novo Banco conclua o processo de execução da garantia que tinha sobre o ESFG.