A greve de 10 dias anunciada pelo Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC), que decorrerá entre os dias 1 e 10 de maio está a dividir os pilotos da TAP.

Isto porque, um grupo de cerca de 30% dos pilotos da transportadora aérea não encontra fundamento para o protesto aprovado na reunião do dia 15, em defesa de garantias laborais perdidas durante a crise.

«Estamos longe da unanimidade de outros tempos», garantiu ao Diário de Notícias/Dinheiro Vivo uma fonte próxima do processo, acrescentando ainda que muitos pilotos estão inclinados a «deixar o SPAC».

«Já se ouve falar na hipótese de criação de um novo sindicato», confirmou outra fonte ao mesmo jornal, admitindo, no entanto, que «é normal em períodos de greve, especialmente quando há resistência por parte de alguns elementos, surgirem movimentos desse género».


Isso mesmo é admitido pelo SPAC que, no entanto, rejeita a ideia de divisões no sindicato.

Na semana passada, os  pilotos da Portugália Airlines (PGA) aprovaram, por unanimidade, uma greve de 10 dias, com início a 1 de maio, segundo anunciou o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC). A paralisação foi decidida em assembleia de empresa, um dia depois dos pilotos da TAP terem tomado uma decisão idêntica.   

Governo tem apelado ao bom senso dos pilotos para não avançarem com a greve, mas um entendimento parece cada vez mais distante. 

Em entrevista à TVI, o presidente da transportadora aérea, Fernando Pinto, alertou que os  ricos da paralisação «não estão a ser bem medidos»

A TAP já avançou que esta paralisação de dez dias pode vir a custar 70 milhões de euros. No entanto, esta greve não reflete só perdas para a companhia aérea. A Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) avisou que o anúncio da paralisação já está a provocar o cancelamento de reservas.