Os portugueses escreveram 120.623 queixas nos livros de reclamações no primeiro semestre deste ano, mais 4.073 do que o número registado nos seis meses anteriores, indicam dados da Direção-geral do Consumidor, noticia a Lusa.

Do total do número de reclamações efetuadas pelos portugueses entre janeiro e junho deste ano, 105.954 referem-se a cinco entidades, com o setor das comunicações a liderar.

Quase metade das reclamações (59.094) foram encaminhadas para a ASAE – Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, sendo a maioria devido a atendimento deficiente ou cumprimento defeituoso ou não conforme do contrato.

Mas o setor alvo de maior número de reclamações voltou a ser o das comunicações, com a ANACOM – Autoridade Nacional das Comunicações a receber 34.623 queixas sobre os serviços de comunicações eletrónicas e postais.

Os principais motivos das reclamações nas comunicações eletrónicas foram problemas com o contrato (6.398 reclamações), com o equipamento (4.314), cancelamento de serviços (3.257), faturação (2.316), avaria (2.028) e atendimento ao cliente e assistência técnica (1.701).

Das reclamações nos serviços postais, os principais motivos foram problemas no atendimento ao cliente (1.067 reclamações), atraso na entrega (491), falta de tentativa de entrega no domicílio (479) e extravio (477).

A Entidade Reguladora da Saúde (ERS) recebeu 4.133 reclamações apresentadas nos estabelecimentos de prestação de cuidados de saúde.

Já o Banco de Portugal recebeu 3.802 reclamações relativas a instituições de crédito e sociedades financeiras, e a Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos (ERSAR) 1.579 queixas.

À Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) chegaram 332 reclamações e à Direção-geral do Consumidor (DGC) 326 relativas a práticas comerciais desleais em matéria de publicidade.