As receitas do grupo Altice em Portugal recuaram 11% no terceiro trimestre deste ano, face a igual período de 2013, para 46,6 milhões de euros, anunciou esta sexta-feira a dona da Cabovisão e da Oni.

Em comunicado, segundo a Lusa, a Altice adianta que esta quebra de receitas reflete um declínio de 6,5% das receitas na Cabovisão para 24,8 milhões de euros e de uma diminuição de 16% na Oni, segmento B2B (empresarial) e outras receitas, para 21,8 milhões de euros.

«As receitas de cabo declinaram, nomeadamente, devido à perda de clientes durante os últimos 12 meses», adianta a Altice, que lançou uma oferta de 7.025 milhões de euros sobre a PT Portugal, que é detida pela brasileira Oi.

«A base de clientes de cabo caiu em 4.500 no trimestre e em 14.800, ou 6,2%, nos últimos 12 meses, para 225 mil», adianta a empresa.

«Este foi o resultado de uma intensa concorrência, com promoções agressivas e políticas de preços adotadas pelos concorrentes, combinada com condições económicas adversas e medidas de austeridade em Portugal», explica a Altice.

A receita média por cliente (ARPU) recuou 1,2% para 33,69 euros perante um «desconto mais agressivo e ofertas promocionais».

O recuo das receitas na Oni é justificado pela «perda e redução de atividade de alguns clientes empresariais, a renovação de contratos a preços mais baixos e o impacto não regulação nas taxas de terminação».

O investimento (CAPEX) em Portugal atingiu os 6,4 milhões de euros no terceiro trimestre deste ano, o que compara com 4,1 milhões de euros registados em igual período de 2013.

O resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) subiu 12% para 14,4 milhões de euros no trimestre, com a margem a subir de 24,6% para 30,9% no terceiro trimestre, em termos homólogos, muito devido «à melhoria das margens» da Oni, que subiu de 11,7% para 20,6%.

O prejuízo da Altice no terceiro trimestre aumentou de 69,8 milhões de euros para 284,8 milhões de euros, com as receitas a recuarem 0,3% para 832 milhões de euros, com as perdas em Israel e Portugal a serem compensadas pelo crescimento em França, República Dominicana e outros mercados.

O EBITDA subiu 12% para 396 milhões de euros, beneficiando da redução de custos em Israel e na República Dominicana, com a margem a subir 5,3 pontos para 47,6%.

O CAPEX aumentou 29% para 201 milhões de euros.