O resultado líquido do BCP melhorou nos primeiros três meses do ano face ao período homólogo, já que o prejuízo de 41 milhões de euros fica significativamente abaixo das perdas de 152 milhões de euros no primeiro trimestre de 2013.

«Temos ainda uma rendibilidade negativa, mas claramente abaixo do período homólogo», assinalou o presidente Nuno Amado, na conferência de imprensa de apresentação das contas.

Segundo o banqueiro, «as operações internacionais contribuíram para o seu objetivo, que é aumentar o contributo para os resultados do grupo», tendo o mesmo ascendido a 48 milhões de euros, mais 18,1% do que nos primeiros três meses do ano passado.

«Este foi o melhor contributo trimestral dos últimos dois anos», realçou o presidente do BCP.

BCE pode levar BCP a registar mais imparidades do que esperava este ano

Nuno Amado também disse hoje que o banco pode registar este ano mais imparidades (perdas) do que estava previsto devido à avaliação do BCE à qualidade dos ativos da banca.

«Provavelmente, este ano, o nível de imparidades será ligeiramente superior ao que pensávamos. Há várias razões para isso, mas a principal é que estamos perante uma nova revisão global das carteiras de crédito e pode aparecer sempre alguma situação que é necessário corrigir», afirmou Nuno Amado.

Ainda sobre eventuais perdas nos ativos do banco, Nuno Amado disse que este vai «manter um nível de provisionamento com alguma força», justificando com o facto de isso ser «bom para futuro» do BCP.

Entre janeiro e março, as imparidades para crédito subiram 4,8%, em termos homólogos, para 191,7 milhões de euros, com a outras imparidades e provisões a aumentarem 8,6% para 59,4 milhões de euros.

Já sobre quando é que o BCP conseguirá regressar aos lucros, o responsável disse que não poderá «antecipar isso», acrescentando que o objetivo da administração é atingir o "break even" até final do ano, ou seja, o ponto de equilíbrio entre receitas e gastos.