Os trabalhos para o recomeço da perfuração do Túnel do Marão arrancam hoje, 46 meses depois de as obras terem parado em toda a extensão da Autoestrada do Marão, disse fonte da Estradas de Portugal (EP), segundo a Lusa.

A Autoestrada do Marão vai ligar Amarante a Vila Real e inclui a construção de um túnel rodoviário de quase seis quilómetros.

Segundo fonte da EP, durante o dia de hoje vai ser feita a perfuração para a colocação dos explosivos, aguardando-se depois pelas condições necessárias para a sua detonação.

Prevê-se que a escavação, que será feita por uma máquina perfuradora a que chamaram a «aranha do Marão», avance uma média de 18 metros por dia nas quatro bocas de túnel e que estas se liguem até ao verão.

A máquina faz 82 furos em cada frente, sendo depois colocados 820 quilos de explosivos para fazer a implosão. Das entranhas da serra vão ser retirados cerca de 400 mil metros cúbicos de terra dos túneis, o que equivale a 27 mil camiões.

Neste momento, trabalham no túnel cerca de 200 pessoas, prevendo-se que, em pico de obra, sejam 400 trabalhadores.

A Autoestrada do Marão foi dividida em três empreitadas, sendo a do túnel de maior dimensão e custo (88,8 milhões de euros). As três empreitadas representam um investimento total de 146 milhões de euros.

No final da obra, prevista para final do próximo ano, esta autoestrada irá representar um custo total na ordem dos 350 milhões de euros.

Em pico de obra vão trabalhar nas três empreitadas cerca de 900 pessoas.

O presidente da EP, António Ramalho, já disse que a proposta de portagem para os 26 quilómetros da Autoestrada do Marão se situa entre o 1,85 e 2,25 euros, um valor que disse ser «substancialmente mais baixo» do previsto inicialmente, que era de três euros.

Esta via vai ligar a A4 (Porto/Amarante) à Autoestrada Transmontana (Vila Real/ Bragança) a partir de 2016.

Desde o início da empreitada, no verão de 2009, as obras foram suspensas três vezes, sendo que, da primeira vez, o foram apenas na escavação do túnel e por causa de duas providências cautelares interpostas pela empresa Água do Marão.

Depois, a construção em toda a extensão da autoestrada parou a 27 de junho de 2011 e, dois anos depois, a obra foi resgatada pelo Estado.