O Partido Comunista Português (PCP) e o Bloco de Esquerda (BE) mostraram-se hoje preocupados com a fusão entre a PT e a Oi, um negócio, dizem, «preocupante» para a economia portuguesa.

«Será uma grande notícia para os grandes acionistas privados (...) mas é uma notícia muito preocupante para a economia nacional e para aquilo que ao longo dos anos se designou de centros de decisão estratégica a nível nacional», disse o deputado comunista Bruno Dias aos jornalistas, em declarações na Assembleia da República.

O deputado comentava o acordo de intenções para a fusão entre a PT e a Oi para a formação da multinacional CorpCo, que foi anunciado hoje.

Pelo BE, a deputada Mariana Mortágua defendeu que o país «ficará a perder» com a «maioria do capital e a sede» da PT a passar para o Brasil.

«O que se pode antever é que juntamente com a mudança do centro de decisão, haja uma transferência óbvia de investimento, inovação, postos de trabalho», fez notar a deputada bloquista.

A CorpCo só avançará depois de a fusão ser aprovada por todos os acionistas das operadoras portuguesa e brasileiras, depois de realizado um aumento de capital na ordem dos 2,3 a 2,7 mil milhões de euros, e depois de sujeita à aprovação das entidades de regulação.

A transação, lê-se no documento, está prevista para o primeiro semestre do próximo ano.

As ações da CorpCo, caso a operação de fusão seja concluída

com sucesso, vão ser negociadas na bolsa brasileira, Bovespa, na bolsa de Nova Iorque, a NYSE, e na Euronext Lisbon.