A PT SGPS, alvo de uma oferta de compra por parte da empresária angolana Isabel dos Santos, informou esta terça-feira que só irá pronunciar-se sobre a proposta «se e quando os projetos de prospeto e de anúncio de lançamento» lhe forem submetidos.

«O que se passou na PT não é obra do acaso»

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a PT SGPS, que detém 25% da operadora brasileira Oi, adianta que foi notificada do anúncio preliminar de lançamento, por parte da sociedade Terra Peregrin - Participações SGPS, de uma oferta pública geral e voluntária de aquisição de ações representativas do capital social" da empresa.

«O referido anúncio preliminar contém diversas condições de lançamento da oferta cuja verificação não está na disposição da PT SGPS, nem depende de deliberação dos seus órgãos sociais», refere a empresa presidida por João Mello Franco, que lembra que «o Conselho de Administração da Oi já divulgou ao mercado a sua decisão de não viabilizar as condições que necessitam do seu consentimento».

No entanto, «e nos termos da legislação aplicável, o Conselho de Administração da PT SGPS pronunciar-se-á sobre a oportunidade e condições da referida oferta, se e quando os projetos de prospeto» e de anúncio de lançamento lhe vierem a ser submetidos, conclui a empresa.

O Conselho de Administração da PT SGPS reúne-se na próxima sexta-feira.

A Terra Peregrin – Participações SGPS anunciou no domingo à noite o lançamento de uma oferta pública geral e voluntária de aquisição sobre a PT SGPS, oferecendo mais de 1,21 mil milhões de euros pela totalidade das ações da empresa portuguesa, ao preço de 1,35 euros por ação.

Além dos 25% da Oi, a PT SGPS detém a dívida de quase 900 milhões de euros da Rioforte, do Grupo Espírito Santo (GES).

Por outro lado, a PT Portugal, que tem ativos como o Meo ou o Sapo, é detida pela Oi, no âmbito do processo de combinação de negócios acordado.