O Governo e o Banco de Portugal lideraram toda a operação de separação do BES em duas instituições - o Novo Banco e o BES mau - e queriam rapidez na resolução do problema mas a venda do Novo Banco só deverá acontecer no próximo ano. Há até quem diga que a solução ideal seria alienar, nem que fosse uma parcela, até ao final de 2014 para assegurar o reembolso rápido do empréstimo, segundo o Dinheiro Vivo.

«Estes processos de separação dos ativos são demorados, além de que ainda será necessário definir o plano de restruturação e qual vai ser o modelo de venda. Isto significa que, nos próximos seis meses, não é expectável que haja uma venda do banco, seja de uma parte ou da totalidade», adiantou fonte próxima do processo ao Dinheiro Vivo.

A missão de cumprir os desejos do Governo e do Banco de Portugal até ao final de 2014 torna-se difícil porque, como o novo CEO do banco, Vítor Bento, já tinha revelado em entrevista à SIC, o plano de reestruturação do Novo Banco deverá estar pronto até novembro.

Espera-se que desse plano saia a definição de qual será o redimensionamento da instituição que deverá passar pela redução de trabalhadores, de balcões e até pela venda de ativos.

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