O presidente da EDP, António Mexia, defendeu esta quarta-feira que juntar as pastas da Energia, Ambiente e Ordenamento do Território num ministério «faz sentido», considerando ser uma «visão mais contemporânea».

«Qualquer das orgânicas nos serve, mas, enquanto cidadão, gosto deste conceito de juntar as coisas com uma visão mais contemporânea, de sustentabilidade», declarou António Mexia, quando questionado sobre a mudança de orgânica, que retirou a Energia do Ministério da Economia.

Na conferência de imprensa para apresentação dos resultados relativos ao primeiro semestre, António Mexia escusou-se a comentar o trabalho de Álvaro Santos Pereira no Ministério da Economia, mas considerou que a ideia de que a sua saída teve a ver com a luta contra interesses instalados, é «simplista e sem qualquer sentido».

«Não tenho por hábito, até porque passei por essas funções, comentar o trabalho no momento de saída dos ministros», disse o presidente da EDP, quando questionado pelos jornalistas sobre o antigo ministro da Economia, que agora foi substituído por António Pires de Lima.

António Mexia defendeu ainda que «há sinais positivos na economia portuguesa», acrescentando que a EDP tem dado o seu contributo para o crescimento económico do país, referindo o aumento do investimento da elétrica em território nacional.