O Metropolitano de Lisboa está a trabalhar numa solução para garantir a segurança dos trabalhadores e passageiros durante a greve convocada para terça-feira, disse à agência Lusa fonte da empresa.

«O Metropolitano vai cumprir a decisão do tribunal, tendo sempre como princípio primordial a segurança dos trabalhadores e passageiros. Estamos a trabalhar nessa solução», acrescentou.

A fonte do metro falava depois de a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans) ter acusado o Tribunal Arbitral do Conselho Económico e Social (CES) de violar o direito à greve ao decretar serviços mínimos para a paralisação convocada para terça-feira.

«Além de não terem em conta a segurança da circulação, põem em causa o direito à greve da esmagadora maioria dos trabalhadores do metro», disse à Lusa Anabela Carvalheira, da Fectrans.

Segundo a sindicalista, os trabalhadores de setores como o posto de comando central e os agentes de tráfego têm de ir trabalhar para que se possam cumprir os 25% de circulação decretados pelo CES.

O Tribunal Arbitral do CES decretou na quinta-feira serviços mínimos para a greve dos trabalhadores do metro de Lisboa convocada para a próxima terça-feira.

A empresa recorreu para o Tribunal Arbitral do CES, que decidiu que devem ficar «assegurados 25% das composições em todas as linhas».

Hoje, os trabalhadores do metro vão fazer um plenário para debater esta questão.

A próxima paralisação sucede à greve de um dia realizada na terça-feira, sem serviços mínimos.

A Lusa tentou obter uma posição do Tribunal Arbitral do Conselho Económico e Social, mas até ao momento não foi possível.