Os trabalhadores do metropolitano de Lisboa vão cumprir uma greve de 24 horas em outubro e contam entregar um pré-aviso para uma paralisação no dia em que for promulgada a lei do regime Jurídico do Setor Empresarial Público.

A nova greve para a segunda semana de outubro foi um dos assuntos do plenário, que se realizou esta manhã no Largo Camões, em Lisboa.

Em declarações à agência Lusa, Anabela Carvalheira, da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS), afirmou que a federação sindical ficou mandatada para poder encontrar uma «forma de luta conjunta» com outras empresas de transportes, que se reúnem na quinta-feira.

«Este plenário vem na sequência de todas as lutas que temos feito, porque se prevê mais uma penalização para os trabalhadores do setor empresarial do Estado em geral, mas em particular para os trabalhadores do metropolitano», explicou.

Para a sindicalista, o Governo já aprovou uma lei, «mas esconde, possivelmente, até às [eleições] autárquicas para evitar mais um desaire político».

Os trabalhadores, segundo a FECTRANS, exigem continuar a trabalhar pelo «serviço público de transporte e lutar pela sua empresa pública e pelo seu trabalho com direitos».