O lucro da Portucel caiu 7,6% para 97,7 milhões de euros no primeiro semestre do ano, face ao mesmo período de 2012, anunciou a empresa liderada por Pedro Queiroz Pereira.

As vendas aumentaram 1,8% para 756,1 milhões de euros, sendo que a maior fatia (602,7 milhões de euros) diz respeito a exportações realizadas para mais de 100 países.

As vendas do grupo foram impulsionadas pelo bom desempenho dos negócios de pasta e de energia, que, segundo a empresa, beneficiou da consolidação integral da Soporgen, empresa de cogeração de gás natural no complexo industrial da Figueira da Foz, após a aquisição dos remanescentes 82% do capital social à EDP.

Em compensação, o volume de papel vendido no semestre caiu cerca de 2% face ao homólogo, tendo o preço médio sofrido uma descida equivalente. Uma tendência explicada pela «deterioração do preço de referência no mercado europeu e pela variação cambial e pelo acrescido peso dos mercados de overseas nas vendas do grupo».

O resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) consolidado foi de 175,1 milhões de euros, o que representa uma redução de 6,4% relativamente a igual período do ano anterior.

Os resultados financeiros foram negativos em 7,7 milhões de euros, menos 11,2% do que o valor registado no período homólogo, o que resulta «em grande medida da substancial redução da dívida líquida face ao final do primeiro semestre de 2012».

A dívida líquida remunerada totalizava 358,3 milhões de euros no final do primeiro semestre, o que representa uma diminuição de 221 milhões face a igual período do ano anterior.

Para os próximos tempos, a Portucel antecipa condições «particularmente difíceis» no mercado de papel, o que justifica a sua estratégia de continuar a alargar os mercados de destino e de reposicionar o seu mix de produtos nos mercados tradicionais.