O lucro da Jerónimo Martins caiu 12,4% nos primeiros seis meses do ano, face a igual período do ano passado, para 145 milhões de euros, anunciou hoje a dona do Pingo Doce.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Jerónimo Martins adianta que as vendas e prestação de serviços subiram 7,2% para 6.052 milhões de euros e o resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) recuou 2,3% para 341 milhões de euros.

«A margem EBITDA foi de 5,6%», abaixo do ano anterior, «impactada pela forte deflação no cabaz, tanto na Polónia como em Portugal, pelo investimento em preço em todos os negócios de distribuição alimentar e pelos custos de arranque adicionais de seis milhões de euros na Ara e na Hebe», explica o grupo.

As vendas totais da cadeia polaca Biedronka cresceram 9,1% no primeiro semestre, para 4.029 milhões de euros e a empresa continuou a aumentar a quota de mercado, «reforçando a sua posição de liderança no mercado polaco».

No mercado português, a cadeia de supermercados Pingo Doce reforçou a quota no semestre «com um crescimento de vendas de 2,6%», se for excluído o combustível, as vendas cresceram 3,1%, ascendendo a 1.556 milhões de euros.

Durante este período foram inauguradas três novas unidades.

As vendas da grossista Recheio «mantiveram-se em linha com o mesmo período do ano anterior» e os novos negócios Ara (Colômbia) e Hebe (Polónia) foram responsáveis por vendas de 63 milhões de euros.

«O desempenho da Biedronka no primeiro semestre ficou abaixo das minhas expectativas e impactou os resultados do grupo», afirma o presidente do conselho de administração e administrador-delegado, Pedro Soares dos Santos, citado no comunicado.

Em termos de perspetivas para este ano, a empresa considera que o ambiente muito competitivo e a forte deflação alimentar «terão impacto na rentabilidade do grupo prevista para este ano».

«Esperamos em 2014 uma evolução da margem EBITDA face ao ano anterior semelhante à registada no primeiro semestre deste ano», refere o grupo no comunicado.