A Galp registou lucros de 27 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, menos 83% que no mesmo período do ano passado, anunciou a empresa em comunicado.

Boa parte da queda deve-se a efeitos de stock, devido à queda das cotações e a provisões com poços onde a produção não é possível.

Em termos ajustados, os resultados do período situaram-se nos 162 milhões de euros, menos 9,3%. Tendo em conta apenas o segundo trimestre, o resultado líquido ajustado (que exclui o efeito stock e eventos não recorrentes) foi de 86 milhões de euros.

A petrolífera explica a descida dos resultados com o «aumento das amortizações e depreciações, devido ao início da depreciação do complexo de hydrocracking [processo em de transformação de hidrocarbonetos de petróleo em gasolina], e da diminuição dos resultados financeiros».

A produção net entitlement, a que a Galp Energia tem de facto direito, cresceu 12%, com o Brasil a representar 58% desta produção.

As vendas baixaram 2,7% para 9,095 mil milhões de euros. As despesas operacionais recuaram 3,6% para 8,563 mil milhões de euros, deixando o resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA) nos 557 milhões de euros, mais 13,9%.

Os resultados operacionais cresceram 7,8% para 299 milhões de euros devido ao aumento das depreciações e das provisões.

Mercado em Portugal encolheu 4%

Durante o primeiro semestre, o valor médio do dated Brent foi de 107,5 dólares por barril, menos 5% que no período homólogo de 2012, influenciada pela instabilidade política em alguns países produtores de petróleo e pelo embargo dos Estados Unidos e da Europa ao crude iraniano.

De acordo com a informação da Galp, o volume no mercado de produtos petrolíferos caiu 6% na Península Ibérica, sendo que a queda foi de 6% também em Espanha, e de 4% em Portugal.

Também o mercado de gás natural na Península Ibérica contraiu 5% no período entre março e junho, devido à diminuição do consumo do segmento elétrico em 44%, causada pelo aumento da produção hídrica de eletricidade.