O resultado líquido da EDP Renováveis totalizou 126 milhões de euros em 2014, o que se traduz num recuo de 7% face a 2013, informou a empresa esta quarta-feira.

Num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a EDP Renováveis revela que os resultados financeiros líquidos atingiram os 250 milhões de euros em 2014, o que representa um decréscimo de 5% relativamente ao ano precedente.

Os juros financeiros líquidos cresceram 3% em relação a 2013 “com o aumento da dívida líquida média (+4% vs. 2013) apesar do custo estável da dívida (5,2% em dez-14)”.

«O resultado antes de imposto totalizou 194 milhões de euros e os impostos sobre o rendimento decresceram para 16 milhões de euros, devido ao impacto positivo da reforma tributária em Espanha com efeito nos impostos diferidos ativos e passivos (€30M)», lê-se no documento.

As receitas da EDP Renováveis chegaram aos 1.227 milhões de euros em 2014, menos 40 milhões do que no ano anterior, justificadas com «o menor preço médio na Europa e os impactos cambiais (-€3M, principalmente Real)».

«O EBITDA (Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) decresceu 17 milhões» relativamente a 2013, para os 903 milhões (71% margem EBITDA), «reflexo do aumento na eficiência operacional e dos menores Custos Operacionais (-€18M vs. 2013), mitigando parcialmente o impacto negativo do preço», sublinha a empresa.

No comunicado enviado à CMVM, a EDP Renováveis avança que, «de acordo com a política de dividendos atual, o Conselho de Administração irá propor em Assembleia Geral uma distribuição de dividendos de 35 milhões de euros (€0,04/ação), representando 28% do resultado consolidado».

Em dezembro de 2014, «a EDPR geria um carteira global de 9,0 GW (Gigawatts) repartidos por 10 países, dos quais 8,1 GW consolidados integralmente e 886 MW consolidados pelo método de equivalência patrimonial (533 MW através do consórcio Eólicas de Portugal, e 353 MW relativos a participações em Espanha e nos EUA)».

No ano passado, a empresa produziu 19,8 TWh (TeraWatts/hora)de energia limpa, um aumento de 3% face a 2013, justificado com «o aumento da capacidade no período (+0,6 TWh) juntamente com o recurso eólico estável versus 2013 (fator de utilização de 30%)».