O número de insolvências de empresas em Portugal foi de 1.440 no primeiro trimestre de 2014, o que representa uma descida de 16% face ao mesmo período de 2013, indica uma análise da Cosec, divulgada esta segunda-feira em comunicado.

A construção continua a ser o setor mais atingido, representando 26% do número total de insolvências nos primeiros três meses deste ano, apesar de beneficiar de uma descida de 17% face ao primeiro trimestre do ano passado.

Em termos de importância, seguem-se os serviços, com um peso de 20% no total de insolvências e menos 3% de casos registados em termos homólogos, e o setor do retalho, que representou 16% do número de insolvências.

De acordo com a análise divulgada pela Cosec, empresa seguradora nos ramos de seguro de créditos e caução, o setor do retalho é também aquele que regista uma maior queda no número de insolvências, com uma descida de 21% face ao primeiro trimestre do ano passado.

A administradora da Cosec Berta Dias da Cunha considera que os dados destes primeiros três meses vêm confirmar as expetativas da empresa «de melhoria do indicador após o elevado número de insolvências registadas nos últimos anos».

Citada no comunicado, a administradora diz também que se mantém «uma expetativa positiva para os indicadores para este ano».

Em termos geográficos, destacam-se Lisboa, Porto e Braga como os distritos com maior número de insolvências ocorridas, com 26% do total, 21,3% e 10,8%, respetivamente. Em contraste surge o distrito de Beja, com apenas 0,2% do número de casos registados.

Em termos de dimensão, as microempresas foram as mais afetadas pelas situações de insolvência, uma vez que representam 66% das situações ocorridas no primeiro trimestre deste ano.

Ainda de acordo com uma análise mais pormenorizada feita pela Cosec, por subsetores, dentro da construção o maior número de insolvências deu-se na construção de edifícios (residenciais e não residenciais), que representou 42% do total de casos neste setor.

No que respeita aos serviços, é no subsetor de restauração e hotelaria que se continuou a dar o maior número de insolvências (36%), destacando-se ainda o subsetor saúde, com 12%. Do lado contrário, estão as empresas de turismo, de serviços financeiros e de publicidade e comunicação, com 3% e 4% das insolvências no setor, respetivamente.

No retalho foi o comércio de têxteis e calçado o mais afetado pelas insolvências neste primeiro trimestre, com cerca de 22% do setor, seguido pelos bens industriais, com 21%. As empresas vendedoras de produtos de uso doméstico foram as menos afetadas (4% do total).