O caminho para uma nova greve na TAP está aberto.
 
O plenário marcado para esta quarta-feira, que vai reunir o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC), pode decidir por uma paralisação que dure mais de uma semana. No entanto, o sindicato recusa confirmar esta intenção e diz que qualquer decisão final terá de ser tomada em assembleia-geral.
 
Numa carta a que a TVI teve acesso, o presidente da TAP, Fernando Pinto, tece duras críticas aos pilotos da companhia, que acusa mesmo de porem em causa o futuro da empresa e os postos de trabalho.
 
No documento, o gestor garante que todos os compromissos negociados foram honrados e é por isso «incompreensível a acusação do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil…distorcendo ou omitindo factos provados e apresentando montantes imaginários de prejuízos dos pilotos que não têm fundamento racional e razoável».
 
Na carta, recorda-se ainda o impacto negativo das greves do verão passado e estima-se que uma nova paralisação seria «desastrosa para a credibilidade da TAP».
 
O Sindicato garante que o Governo e a administração da empresa não pretendem cumprir o que foi acordado em dezembro do ano passado. Por isso, o Sindicato quer agora enviar «um sinal forte e claro aos potenciais investidores», num momento crucial em que se escolhem os futuros donos da TAP.
 
Este plenário surge na sequência do impasse considerado «insanável» nas negociações com a administração da TAP e que mereceu fortes críticas do Governo. 
  
Neste comunicado, o Sindicato diz que vai exigir o cumprimento dos acordos porque «as instituições e os homens de palavra honram os seus compromissos»,citando uma frase do ministro Pires de Lima, quando foi anunciada a interrupção das negociações.