O ex-presidente da Carris, José Manuel Silva Rodrigues, afirmou esta quarta-feira que o Governo conhece desde o início os quatro swap contratados pela empresa desde a sua contratação e «com acrescido detalhe» desde meados de 2011.

«O reporte de cada um dos quatro swap contratados pela Carris é efetuado desde junho de 2011, de três em três meses», sublinhou Silva Rodrigues, na comissão parlamentar de Inquérito à Celebração de Contratos de Gestão de Risco Financeiro ('swap') por Empresas do Setor Público.

Ou seja, acrescentou, «o Governo e, em particular a tutela financeira da Carris, conhece desde o início da sua contratação e com acrescido detalhe desde meados de 2011» os mesmos produtos de derivados contratados pela empresa.

«Não obstante, a Carris nunca foi questionada sobre a matéria em apreço, seja inteiramente pelos seus órgãos de fiscalização, seja externamente, diretamente pelo Governo ou pela Direção-Geral do Tesouro e Finanças ou pelas entidades de fiscalização, designadamente o Tribunal de Contas e a Inspeção-Geral das Finanças», disse.

Além disso, justificou ainda que sempre que existem referências aos 'swap' são «elogiosas» pelo facto de a empresa «estar a atuar no sentido de reduzir adequadamente o risco envolvido».

«O reporte sobre os produtos derivados existentes na Carris foi feito desde o primeiro momento. O primeiro swap foi contratado em 2005 e logo no Relatório e Contas desse ano foi referido com detalhe, tendo o referido Relatório e Contas sido aprovado pelo Estado», afirmou.

Silva Rodrigues foi presidente do Conselho de Administração da Carris, entre 23 de fevereiro de 2003 e 07 de junho de 2013, e do Metro de Lisboa, entre 23 agosto de 2012 e 07 de junho de 2013.