O Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira a segunda fase do processo de reprivatização da REN - Redes Energéticas Nacionais.

A Parpública e a Caixa Geral de Depósitos são autorizadas a alienar o remanescente das ações sujeitas a reprivatização que tem nesta sociedade, representativas de uma percentagem até 11% do respetivo capital social, refere o comunicado do Governo distribuído aos jornalistas.

O documento adianta que «esta segunda fase de reprivatização poderá ser realizada através de oferta pública de venda no mercado nacional e/ou através de venda direta a um conjunto de instituições financeiras».

Será reservado aos trabalhadores um lote de ações no âmbito da Operação Pública de Venda.

«De modo a reforçar a transparência do processo de reprivatização da REN», o Governo, através da Parpública, decidiu colocar à disposição do Tribunal de Contas e da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) todos os elementos informativos respeitantes ao processo, acrescenta o comunicado do executivo.

O Estado ainda detém uma participação de 11% na REN, dos quais 9,9% através da Parpública e 1,1% através da Caixa Geral de Depósitos.

Os chineses da State Grid (25% do capital) e os árabes da Oman Oil Company (15%) são os principais acionistas da REN, depois de terem adquirido 40% do capital da empresa, numa operação de privatização que gerou um encaixe para o Estado de 592,21 milhões de euros.

Em 2013, a REN registou um lucro de 121,3 milhões de euros, uma queda de 1,8% em relação ao ano anterior.