O presidente da Galp, Ferreira de Oliveira, afirmou hoje que a venda à REN de parte da sua concessão de armazenamento subterrâneo de gás natural permite libertar capital e concentrar os investimentos da petrolífera portuguesa no negócio da produção.

«Vendemos porque temos que concentrar os nossos investimentos», justificou Ferreira de Oliveira sobre a decisão da empresa vender duas cavernas de armazenamento de gás natural em Pombal por 71,7 milhões de euros, bem como os direitos de construção de capacidade adicional.

Em conferência de imprensa, Ferreira de Oliveira disse que a decisão tem a ver com «o foco» da petrolífera, adiantando que ativos regulados «não têm lugar na estratégia da Galp e a longo prazo».

Em comunicado divulgado esta segunda-feira na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a REN refere que detém, através da REN Armazenagem, quase toda a atividade concessionada de armazenamento subterrâneo de gás natural em Portugal.

A concessão é detida pela Galp Energia, através da participada Transgás Armazenagem, e situa-se no Carriço, concelho de Pombal.

O acordo entre as duas empresas vai resultar na transmissão parcial da concessão detida pela Galp, integrando as duas cavidades atualmente existentes, os direitos de construção e outros direitos e obrigações associados a estes ativos.

A Galp Energia vai encaixar 71,742 milhões de euros com a venda da concessão que, no entanto, está sujeita a autorização das entidades de regulação, o que as empresas esperam que aconteça até ao final deste ano.

O objetivo da REN é prosseguir a sua «vocação estratégica de operador de infraestruturas de transporte de eletricidade e de gás natural, passando a ser a detentora da totalidade das infraestruturas de armazenamento subterrâneo de gás natural atualmente em exploração em território nacional».