O presidente executivo da PT Portugal e da Oi, Zeinal Bava, garante que a fusão entre a PT e a Oi não irá representar corte de investimentos no mercado português.

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Falando numa videoconferência a partir de Londres, Zeinal Bava garantiu que «não, não vamos cortar investimentos por causa desta consolidação». No entanto, adiantou que o investimento em Portugal vai ser ajustado à procura do mercado.

Zeinal Bava citou a recente inauguração do centro de dados da Covilhã como um dos exemplos da aposta da PT no país. «Aquela inauguração foi um ponto de partida, obviamente os investimentos na PT vão estar agora mais indexados» à procura do mercado.

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Questionado sobre se esta fusão vai implicar despedimentos de trabalhadores, Zeinal Bava, que assumiu o cargo de presidente executivo há quase quatro meses, disse que a nova empresa prevê criar mais oportunidades.

«Neste caso estamos a falar de sinergias entre duas empresas que operam em duas geografias diferentes», afirmou, acrescentando que o foco assenta nas «melhores práticas», pelo que «não terá um reflexo significativo na matéria».

Ou seja, a redução de trabalhadores na PT já foi anunciado e «está em linha com o que está a acontecer», acrescentou.

«No limite, [a fusão] vai criar muito mais emprego em Portugal, vamos poder criar oportunidades para colaboradores e empresas no Brasil e em Portugal», acrescentou.

A nova empresa, que terá sede no Rio de Janeiro, vai estar cotada nas bolsas de Nova Iorque, São Paulo e de Lisboa.

«Passamos a ter uma empresa cotada em três praças com [apenas] uma classe de ações», disse Zeinal Bava.

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