O Estado vai receber, nos primeiros três meses, 2,95% de juros sobre o empréstimo concedido ao Novo Banco.

BES: «Tem de haver punições severas», diz Ministra das Finanças

Isto quer dizer que, assumindo que o montante se mantém inalterado ao longo do período máximo do empréstimo, o Fundo poderá pagar 275 milhões de euros pelo crédito de 4,4 mil milhões de euros.

Nos primeiros 12 meses, se o empréstimo de 4,4 mil milhões de euros para capitalizar o Novo Banco for renovado nos quatro trimestres do ano, o Fundo de Resolução pagará 133,1 milhões de euros, valor que, no segundo ano, ascenderá aos 141,9 milhões de euros pelo mesmo montante emprestado, totalizando os 275 milhões de euros em dois anos.

Em entrevista à «SIC» esta noite, a ministra das Finanças revelou que ao final de três meses a taxa aumenta em 5 pontos base.

O contrato do empréstimo com o fundo de resolução da banca tem uma maturidade de três meses, «renovável de três em três meses, até dois anos», esclareceu a governante.

O BES, tal como era conhecido, acabou este fim-de-semana, com o Banco de Portugal a criar o Novo Banco, que fica com os ativos bons e recebe 4.900 milhões de euros, e a colocar os tóxicos num «bad bank».

O capital é injetado no Novo Banco através do Fundo de Resolução bancário, criado em 2012, para ajudar a banca a resolver os seus problemas. Como este fundo é recente e só tem 380 milhões de euros, a solução encontrada passa por ir buscar o valor restante ao dinheiro da troika destinado ao setor financeiro - estão disponíveis 6,4 mil milhões de euros - e cerca de 100 milhões poderão vir ainda de uma contribuição extraordinária dos outros bancos do sistema.

Já os ativos problemáticos do BES, caso das dívidas do Grupo Espírito Santo e a participação maioritária no BES Angola, ficam no chamado 'bad bank' ('banco mau').