A administração dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) vai hoje tentar vender em leilão, por quase 400 mil euros diverso equipamento, segundo os anúncios dos concursos consultados pela Lusa.

Em causa estão cinco leilões de diverso material, de mecânica e eletricidade, entre outros, a realizar na empresa até ao início da tarde, no âmbito do encerramento dos estaleiros públicos e a subconcessão dos terrenos e infraestruturas ao grupo privado Martifer, assumida em maio.

O período para a apresentação de propostas de aquisição para estes três leilões terminou na sexta-feira passada.

O primeiro procedimento, de acordo com os anúncios dos concursos, começa às 09:00. O último está marcado para as 12:00. Os leilões decorrem num edifício contíguo ao antigo refeitório dos ENVC.

A concretizar-se a venda pelo menos ao preço base definido pela administração dos ENVC, só o total deste material pode representar um encaixe financeiro de mais de 387 mil euros.

Sexta-feira passada, os três leilões de plataformas elevatórias, empilhadores e meios de escavação e carga avaliados em 180 mil euros, fecharam sem nenhum encaixe financeiro para os ENVC.

Dois dos procedimentos foram cancelados por falta de propostas e, o terceiro, não se realizou uma vez que a única proposta apresentada ficou abaixo do preço base que pode agora ser revisto pela administração num eventual novo procedimento.

A administração dos ENVC está ainda a proceder à venda de vário material móvel da empresa que ficou fora do concurso da subconcessão. Esse procedimento está a ser assegurado por cerca de 40 trabalhadores dos ENVC, ainda em processo de liquidação.

A West Sea assumiu a subconcessão dos ENVC a 02 de maio. A empresa criada pela Martifer para gerir a subconcessão dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), recebeu a semana passada o primeiro navio para reparação, anunciou à Lusa fonte do grupo português. A mesma fonte assinalou que se trata da «primeira embarcação a ser reparada na empresa», escusando-se a fazer mais declarações.

Em maio passado quando a West Sea assumiu a subconcessão, em declarações à Lusa, a mesma fonte tinha anunciado que a empresa estava a «negociar vários contratos de reparação e construção naval» e estimava iniciar «funções» com cerca de 50 trabalhadores, recrutados entre os antigos funcionários dos ENVC.

Já em março passado, em declarações à Lusa, o presidente da West Sea, Carlos Martins, afirmou que o recrutamento, tendo em conta o «compromisso» de a empresa criar 400 postos de trabalho em Viana do Castelo, «vai acontecendo ao longo do tempo», dependendo das encomendas.

O mesmo responsável adiantou, na altura, que a prioridade de recrutamento imediata pela West Sea prende-se com a área da reparação naval, que previa poder avançar em maio.

Segundo a West Sea, além da construção e da reparação naval, o projeto para os estaleiros de Viana, que estão em processo de liquidação, está «muito voltado» para o mercado da prospeção de gás offshore.