O prazo para os candidatos à privatização da Empresa Geral de Fomento apresentarem os seus argumentos relativos ao relatório da Parpública foi adiado até quarta-feira, disseram à Lusa fontes ligadas à operação.

FCC vai avançar com contestação

A Mota-Engil, através da participada SUMA, ficou em primeiro lugar no concurso para o processo de privatização, segundo um relatório da Parpública e da Águas de Portugal, revelou o Diário Económico esta semana. Em segundo lugar,ficou o grupo espanhol FCC e em terceiro o grupo português DST, tendo sido excluída o grupo belga de resíduos industriais Indaver.

A partir desta quinta-feira os concorrentes podem consultar todas as propostas que foram apresentadas e assim ter acesso a toda a informação sobre o processo, o que lhes permitirá apresentar novas propostas.

No início do ano, o Governo fez saber que pretendia alienar 100% da sua participação na EGF, um processo que foi fortemente contestado pelos municípios e alvo de providências cautelares para tentar travar a sua concretização.

A 31 de julho, o Governo anunciou que recebeu quatro propostas dos candidatos à privatização, de um lote de sete que passaram à segunda fase. A Indaver, que integrava os finalistas, acabou por ser excluída por apresentar «uma proposta condicionada» e não vinculativa.