O presidente da EDP (Energias de Portugal), António Mexia, afirmou esta segunda-feira que a parceria com a China Three Gorges (CTG) «atingiu todos os objetivos» e que a companhia chinesa «cumpriu todos os cumprimentos formais» que assumiu.

«Esta parceria deu mais músculo à EDP e nós também trouxemos à CTG uma capacidade de globalização (...). O resultado não podia ser senão positivo», disse António Mexia aos jornalistas em Pequim, num intervalo de uma inédita reunião com executivos de uma centena de empresas portuguesas e chinesas, organizada pela EDP e a CTG.

É o «maior encontro empresarial organizado por privados entre Portugal e a China» e a abertura contou também com a presença de Maria Belém Roseira, da Comissão Parlamentar de Negócios Estrangeiros, e do embaixador de Portugal em Pequim, Jorge Ryder Torres Pereira.

«O sucesso de Portugal dependerá da nossa atitude perante a globalização. Obviamente, a China e os parceiros chineses são essenciais para as companhias portuguesas. Esta junção é crítica», afirmou o presidente da EDP.

António Mexia salientou que a EDP é «a maior multinacional portuguesa» e em conjunto com a CTG, que é hoje o seu maior acionista, pode «abrir 30 mercados» aos respetivos fornecedores.

O objetivo da reunião de Pequim é «abordar o mercado chinês, mas sobretudo a África e América Latina», disse.

Em dezembro de 2011, a CTG ganhou um concurso internacional para a privatização da EDP, pagando 2.700 milhões de euros pela participação de 21,35% que o Estado português detinha na empresa.

«Foi o maior investimento da China na Europa», realçou António Mexia.

Questionado sobre os «compromissos» assumidos então pelo parceiro chinês, o presidente da EDP disse que «até hoje, a CTG fez tudo aquilo a que se obrigou».

Uma das clausulas do acordo com o governo português previa a possibilidade de uma subsidiária da CTG construir em Portugal uma fábrica de turbinas eólicas, mas segundo declarou domingo à Lusa o presidente da empresa chinesa, Cao Guangjing, não se tratava de um «compromisso».