A empresa de comércio online Digilow apresentou um pedido de insolvência no Tribunal da Grande Lisboa-Noroeste (Sintra) no final de fevereiro, devendo mais de 50 mil euros aos cinco principais credores.

Em meados de fevereiro, a Lusa deu conta de várias dezenas de pessoas que se queixaram de ter feito compras na Digilow ou outras empresas do grupo, como a GrandeM@rca ou a Eletropt, e de não terem nunca recebido o produto comprado nem terem conseguido ter a devolução do dinheiro.

Na mesma altura, o Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação (IAPMEI) acusava a Digilow de usar abusivamente o nome do organismo, tendo apresentado uma ação e uma providência cautelar junto do Ministério Público.

Também a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) avançou como uma investigação, pela suspeita de burla.

Agora, a Digilow avança com um pedido de insolvência no Juízo do Comércio da Comarca da Grande Lisboa-Noroeste, serviço de Sintra.

Segundo fonte do tribunal, na petição inicial, entregue a 27 de fevereiro, e como está definido por lei, a Digilow teve de apresentar os seus cinco maiores credores.

Da informação que consta no processo, estão em causa as empresas Bshp Electrodomésticos, Sociedade Unipessoal Lda, com 19.826,48 euros em dívida, seguida da Marcolux ¿ Eletrodomésticos, S.A., com 14.518,55 euros e da Sorefoz-Eletrodomésticos e Equipamentos S.A., com 11.700,33 euros em dívida.

Além destas três empresas, há duas pessoas que são credoras a título individual, uma com 2.979,20 em dívida e outra com 2.906,90 euros.

No total, e apenas em relação a estes cinco credores, a Digilow deve 51.931,46 euros.

A mesma fonte referiu que, para que o pedido de insolvência siga os trâmites normais, falta ainda a Digilow pagar a taxa de justiça e entregar alguns documentos, nomeadamente a ata da deliberação dos sócios que determina a apresentação da empresa a insolvência e a relação de todos os bens.

A 21 de fevereiro, a Digilow colocou um comunicado no seu site dando conta de que suspendia todas as atividades comerciais até que «a verdade dos factos seja reposta».

Entretanto, está disponível um novo comunicado, onde a empresa diz ter sido alvo de «notícias falsas e caluniosas» e disponibiliza o que diz serem dados que comprovam a «honradez e honestidade da empresa e dos seus colaboradores», nomeadamente uma listagem das encomendas entregues e outra com os reembolsos efetuados.