A cúpula da família Espírito Santo está em processo de rutura total. Menos de duas semanas antes dos 4 dos 5 ramos da família terem aprovado o nome de Amílcar Morais Pires para sucessor de Ricardo salgado, uma maioria de 3 braços do clã tinha dado o seu apoio a uma solução que promovia José Maria Ricciardi a presidente do BES, escreve o Jornal de Negócios.

A proposta acabou por não ser viável, uma vez que o Banco de Portugal impôs que todos os administradores da família Espírito Santo saíssem do BES, pelo facto de terem estado na Espírito Santo Internacional, holding de topo do grupo e onde foram cometidas irregularidades contabilísticas.

Apesar de Amílcar Pires ser independente da família, a proposta não tem a garantia de aprovação do supervisor, que já disse que só vai avaliar os nomes propostos depois de votados favoravelmente na assembleia geral de acionistas marcada para 31 de julho.

As incertezas que rodeiam a solução para a sucessão de Salgado podem abrir uma brecha na cúpula dos Espírito Santo.